terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Humildade sim, Incompetência não!
A rede globo que acaba de ser premiada pela sua novela “O caminho das Índias” é a maior endeusadora da humildade viciante. A audiência de suas novelas é soberana há anos em nosso país, e quem não tem TV a cabo – a maioria – muito provavelmente irá sentar na frente da televisão e assistir as histórias contadas pela emissora. Eu mesmo a maior parte da minha vida me vi em frente a esse eletrodoméstico, e não me lembro de ter visto alguma vez um personagem sequer que tenha dinheiro ser considerado honesto e de bom caráter. Os personagens ricos são vilões e conquistaram sua fortuna de alguma maneira ilegítima, ou seja, o mérito de quem tem dinheiro não pode ser adquirido pelo trabalho. Se ele está usufruindo de uma mansão é porque ele trapaceou. Por outro lado, todo o coitadinho, sem levar em consideração a possível incompetência, é o que merece a redenção no céu.
Vou dar outro exemplo, este que atinge a paixão do brasileiro, o futebol. É normal a discussão sobre quem é o melhor jogador do mundo, tanto entre amigos, quanto nos programas esportivos, e nelas noto o vício vindo dos comentaristas esportivos que chega à opinião popular. O português Cristiano Ronaldo arrebenta, porém a humildade realmente não é o seu ponto forte, logo é quase certa a frase de que “ele não é o melhor, não joga para o time”. Porém, aos meus amigos – pois aos comentaristas não tenho acesso – pergunto: “Vocês tem acompanhado os jogos dos candidatos a esse título?”, a resposta surpreendente da maioria é não. Mas, então como estão querendo julgar a competência do atleta se não vêem nem ele e nem os concorrentes jogarem? Simples, ele é bom e sabe que é, e isso perturba os brasileiros que só podem admitir que uma pessoa seja merecedora de admiração se for humilde. Particularmente, não vejo problema em reconhecer a competência desde que seja comprovada, e isso se transfere para momentos rotineiros de nossas vidas.
Devido a essa imposição da grande mídia nacional, quando era mais novo sempre via a palavra ambição como alguma heresia, algo comparado a uma pessoa desonesta. Hoje penso que se seguida de maneira honesta, é uma qualidade do ser humano. No entanto, o povo brasileiro é condicionado a encarar como pecado a busca por gerar lucro e ser uma pessoa bem sucedida que usufrui de sua mansão, a qual obteve de maneira honesta. Não preciso ter uma casa grande, minha ambição é menor que isso, mas admiro muito quem trabalha idoneamente para comprar uma, pois afinal devia ser um de seus sonhos e lutou para isso.
A minha ambição é que eu tenha uma vida confortável, mas que busque riqueza realmente no meu intelecto, e dessa maneira não precise ser humilde e nem simpático. Certamente, seria mal visto, pois assim como quem tem um carro importado, aqueles que buscam outras fontes de conhecimentos, as quais não estão impostas e dominadas pela maioria, são encarados como seres chatos de outro mundo. Por isso não é de se espantar que neste país da simpatia e da humildade tenhamos um presidente que só lembra que veio da classe operária, mas não lembra de trabalho algum, e pior, vangloria-se de não ter estudado e ter alcançado o cargo que exerce atualmente. Uma pessoa famosa disse que “o povo não tem a capacidade de escolher seus líderes”; isto é uma verdade e está totalmente conexa com a incapacidade do brasileiro em escolher um ídolo ou mesmo um simplório personagem de novela que seja digno de seu respeito.
A mídia faz isso propositadamente? A resposta está reluzindo, e se não enxergam é porque os fatos não mudarão, e, não adianta vir um arrogante achar que tem a verdade, pois não será ouvido. O único que poderá ser ouvido é o humilde e simpático, mas acho muito pouco provável que este se dispa destas características e abra os olhos e ouvidos dos descrentes.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Respeito e trabalho*
O valor da política vem sendo exterminado diariamente, por fatos que alguns cidadãos, os quais se intitulam políticos, protagonizam. Porém, esse problema nos mantinha uma relativa distância, haja vista que era só visto por acontecimentos que se tornam públicos graças à imprensa nacional. Quando as coisas chegam tão perto que nossos olhos vêem, e a cidade que se morou a vida toda é atingida, a percepção faz com que tais fatos entrem de forma mais agressiva na consciência.
Já há algum tempo os cidadãos vicentenses, que moram no município e os que lá não mais estão, mas ainda guardam a cidade na boa memória, acompanham os embates do nosso prefeito com a justiça. Apesar de manter-me atento, sempre me posicionei respeitosamente neutro, acreditando, todavia, que a justiça é que daria o veredicto e faria o seu papel perante as possíveis irregularidades. No entanto, o privilégio de se ter alguém que nos ensine a ter respeito, realmente, não se estende a todos. Pois o senhor que foi escolhido para administrar São Vicente do Sul atualmente, ou nunca soube o que significa essa palavra, ou realmente esqueceu, pois além de deixar de lado os problemas que a nossa cidade tem, desrespeita o povo com declarações de ameaças infundadas e largadas sem qualquer responsabilidade ou prova, e, usa da credibilidade de alguém que já morreu para que possa aparecer e se projetar. Então, se existe algo real a ser apresentado o prefeito deve fazer e, não ficar apenas dando declarações desrespeitosas e aproveitadoras.
O argumento de que está revidando as acusações de alguns vereadores não é válida, pois estes estão lá para legislar e vigiar as atitudes do executivo, e assim o fazem. Já o nobre prefeito deve contentar-se em tentar mudar para melhor a cidade, e, por favor, não mudar a verdade. É um erro muito comum das pessoas acreditarem que aquele que faz mais barulho a se lamentar a favor do povo, seja o mais preocupado com seu bem-estar. E é exatamente isso que o senhor prefeito faz, aproveita o espaço que esse meio de comunicação lhe oferece, para demagogicamente apoiar-se em outras pessoas e tentar projetar sua carreira política, quando deveria governar para a população e não apenas para seus interesses de poder.
Os mais sinceros sentimentos à São Vicente do Sul me levam a desejar que o senhor prefeito ainda tenha tempo de fazer uma administração ao menos regular para o povo vicentense. Mas peço ao Sr. Martins que, por favor, respeite a memória de quem morreu trabalhando pelo município o qual ele também deve trabalhar, e não só sentar-se em uma cadeira e demagogicamente ficar se lamuriando. Seria demais pedir a quem já se habituou a embates com a justiça, que se cale e trabalhe com honra e respeito? Espero que não.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Um olhar
Um ser humano também pode ser estudado através das teorias do Behaviorismo. O fato de vermos todos os dias nos jornais notícias de violência nos faz tolerantes ao que nos acostumamos a ver. Assim como a mão de um trabalhador braçal, nossa estrutura cognitiva já endureceu, quando aparece o festival de notícias chocantes ainda conseguimos ao mesmo tempo rir e falar de amenidades. Relatarei aqui algo que me fez pensar sobre essa tolerância ao choque mental que tomamos diariamente, mas não no intuito de tornar admirável qualquer atitude, mas sim de refletir sobre as reações que presenciei.
À noite voltando para casa, fui abordado por um casal o qual me contaram - e a quem me acompanhava - uma estória. Eram de Porto Alegre e fazia 14 dias que estavam em Santa Maria, sem dinheiro e sem ter onde dormir, a não ser no local que se encostavam ao ter sono. O comportamento em relação às inúmeras notícias de violência já começou a manifestar-se no meu inconsciente, “Mas como vem do nada para uma outra cidade sem dinheiro no bolso?”. Então o ceticismo e, talvez outro sentimento, fez-me perguntar, mas porque vieram parar justamente aqui. Alegaram-me que vieram, pois conheceram um indivíduo que prometeu emprego ao rapaz, e assim ele convidou a sua companheira e venho em busca desse trabalho. Então, ofereci a única coisa que eu tinha na ocasião. Comida. Levei-os até a minha casa e servi um bom prato do que tinha, esquentei, e levei junto com um suco. Comeram e se foram.
Espero que o cuidado que estou tendo para não ser demagógico neste relato seja compreendido pelo leitor, pois a minha atitude não acrescenta em nada na vida e penso que seria o normal de todas as pessoas que conheço o fazer. O anormal é que me fez refletir. Pois, uma das pessoas que estava comigo, depois quando comentávamos, teve a reação de desconfiança, e logo veio a sua cabeça que se estavam com fome porque não foram pedir para limpar um pátio; outra pessoa que soube do ocorrido me chamou de louco, pois eu coloquei em risco a minha segurança. O medo da violência, que todos os dias vimos diante de nossa retina, explica essas reações, pois apesar de ser banal e já estarem acostumados a receberem notícias da violência, essa banalidade quando colocada em voga provoca um sentimento e uma atitude de auto proteção diante do problema.
Realmente, eu posso ter me colocado em uma situação arriscada. Porém, se há um sentimento e uma busca por fugir ao condicionamento que a sociedade nos coloca, é de que o homem deve tomar suas atitudes embasadas na consciência e no que acha correto. Ressalto que não sou socialista, apenas acredito que o mundo melhor existiria se cada indivíduo preocupasse consigo, e assim soubesse das suas obrigações e o que é o correto. Pois, somente um ser que é amoral ou, possui uma mente que margeia a racionalidade, pode não saber o que é correto e justo dentro de uma sociedade. Ajudei aquele cidadão porque acreditei na estória dele, e ele estava preocupado consigo e com sua parceira, então veio tentar fazer sua parte, veio procurar trabalho.
Os mais calejados podem dizer: “Ele pode ter te mentido?”. É verdade, ele poderia. Mas para finalizar, vale terminar o meu relato. Quando apareci com o prato de comida ele estava pedindo, a uma das pessoas que me acompanhava, um dinheiro para que pudesse dormir, todavia quando o rapaz e a moça viram o prato de comida, esqueceram na hora do dinheiro, e se alguém já viu um olhar de verdadeira felicidade sabe do que falo, pois eu vi nos olhos claros daquela jovem não só alegria e gratidão, mas sim um ser humano deixando cair a máscara de proteção que usamos contra a sociedade. Naquele momento os dois esqueceram os seus calos que adquiriram pelo mundo, e foram seres sinceros assim como uma criança.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
A minoria está maioria
Que há preconceito e sempre houve não é novidade, porém hoje em dia essa discussão está pouco interessante, haja vista que o conceito do “pré” é que está um tanto discutível. Como seria “pré”-conceito as avaliações sobre negros, índios e qualquer outra minoria se já está devidamente conceituado que elas são tudo o que deve ser defendido por todos.
Há algum tempo ouvi atônito em um programa da maior rede televisiva do Brasil, de uma atriz que faz novelas, a seguinte frase: “panelada de amor não dói”. Parece boba, mas a minha reação explica-se pelo fato de que essa não seja uma resposta, mas sim uma frase de protesto - camuflada como engraçadinha – após a pergunta de um espectador a uma delegada, sobre se há homens que vão até a delegacia da mulher, denunciar agressões sofridas por eles vinda de pessoas do sexo feminino. Ela respondeu que sim, realmente há agressões contra homens. Então, qual a responsabilidade moral de uma atriz em dizer que panelada de amor não dói?
Em primeiro lugar, essa atriz pressupôs que o instrumento de trabalho dos seres que são do seu mesmo sexo seja a panela. Além disso, e mais grave, analisa-se a covardia da declaração, pois no Brasil está na moda e é fácil defender as “minorias”, de modo que foi imposta uma política de cotas, e ter dinheiro e ser bem sucedido é feio, é pecado. Então porque a querida atriz não se calou, ou melhor, falou que as mulheres são tão fortes quanto os homens e podem sim dar paneladas, podem agredir e isso ser considerado, da mesma forma como com o homem, um erro? Não, ela preferiu se somar à maioria preconceituosa e “defensora das minorias”, atitude, que como acontece a uma criança mimada, leva aos que deviam ser punidos ficarem a cima das regras sociais.
Sempre haverá bondade, pois sempre haverá gente boa querendo defender e ajudar quem necessita, e isso é importante e admirável. Contudo quem consegue por suas mãos e suor ou pelos esforços de sua família vale menos que o mendigo bebendo atirado na calçada. Assim como há gente boa, há gente má, e, este mendigo pode ser bom ou mau, da mesma forma que o dono do carro blindado na sinaleira.
As pessoas quando pensam em ser ajudados, devem lembrar que os primeiros a ajudá-los são eles próprios. Essa cultura da espera por ajuda é a aspirina no câncer, haja vista que o mundo está condenado a ser dominado, simplesmente porque é mais fácil dominar conformados e bonzinhos que tomam paneladas e acham que merecem.
sábado, 10 de outubro de 2009
Enquanto houver Sonho
O hotel situava-se num bairro triste, era mais um entre aqueles prédios antigos e carcomidos pelos deletérios que o tempo causa. No térreo morava o velho que era o proprietário, e ali ficava a maior parte do dia. Ele somente saía para cobrar os três inquilinos semanalmente, pois apesar de serem moradores relativamente antigos, segundo ele declarava, não eram pessoas suscetíveis de confiança. O lugar possuía quatro quartos - ou seja, apenas um disponível para novos locatários - e no térreo um banheiro sujo, um quarto minúsculo, uma cozinha espaçosa e um hall com um sofá vermelho, uma cópia de Dali (o qual, ali, ninguém sabia) e um balcão na frente daquele senhor tão carcomido quanto o seu hotel. Os três moradores relacionavam-se somente no almoço, que era feito e servido pela única funcionária do estabelecimento. Mesmo assim o relacionamento resumia-se em “bom dia”, ou algumas indiretas sobre incômodos na data anterior.
Naquele domingo o horário do almoço anunciou uma mudança na tediosa rotina do lugar. O morador do quarto dois sentou-se à mesa apenas com a intenção de ironizar sobre o silêncio que tinha sido na noite anterior no quarto três, pois todas as noites vinham barulhos de prazer da porta da frente, os quais perturbavam o inquilino do dois. Mas Gilda não desceu, apesar da espera até as 15 horas do irônico vizinho. Não sabia ele que a noite chuvosa de sábado foi inspiradora para Gilda.
Era uma mulher de seus 45 anos, os quais a sua face demonstrava que estes não tinham lhe feito muito bem. Pele clara, pois não saía quase de dia, cabelos louros e tão grossos que mais pareciam os de um espantalho, as mãos e o rosto já eram carregados de rugas, porém ela cuidava de sua aparência. Sua sobrevivência exigia! E esta visita da velhice não lhe fazia bem, haja vista, que ela já deu sinais que veio para ficar. Por estar mal, resolveu não sair à noite, ficou no seu quarto funesto pensando e bebendo uma vodka de garrafa de plástico. O quarto não lhe era tão mal, aqueles móveis velhos e ainda aquele sofá furado já faziam parte de sua vida, tudo aquilo combinava com ela. Porém aquele dia tudo no quarto estava falando demais, parecia que queriam lembrar Gilda que ela não tinha conseguido algo, então ela resolveu mexer em seu velho baú que ficava sob a cama. Pensou: “Este me recordará o quanto valho”, e fez um movimento de levantar-se do sofá, mas a vodka queria que ali ela permanecesse sentada, a bebida não mandava nela tanto assim, no segundo esforço levantou-se e saiu trambolhando até a cama, então deitada na cama mesmo, puxou o baú e o abriu. Este sim sabia de sua vida, fez-lhe sorrir, fez-lhe gargalhar, fez-lhe suspirar; nesses anos ela tem algumas coisas que pode contar e se divertir. Porém o baú não percebeu e mostrou-lhe um papel com uns versos rabiscados. Gilda chorou. Até quem era de confiança, agora prega esta à mulher.
Então cansou de ser caçoada. Constatou que a chuva era forte, colocou uma blusa de gola rolê, pegou um guarda chuva, serviu um copo de vodka que tomou com um gole firme todo o líquido, pegou a garrafa de plástico com o resto de bebida e determinada caminhou rumo ao corredor do hotel. Passou pelo hall, o velho babava em cima de um jornal que se encontrava sobre o balcão, olhou o relógio e ele parece que sabendo de sua passada por ali badalou doze vezes, então se despediu do hotel e encarou a rua. Notou lugares e coisas que nunca tinha notado ao caminhar por lugares que todo o dia passava, falou baixinho “nunca reparei tanto em ti, rua. Tu que sempre foi minha companheira” e limpou mais uma lágrima que percorria a tez rugosa. De repente notou que instintivamente estava caminhando para a esquina aonde todas às noites ia, então ao passar por ali, no seu guarda chuva, escondeu-se das pessoas que via sempre (para ela esconder-se é que realmente teve serventia o objeto) e seguiu em frente.
Notou que estava sem rumo, tinha um objetivo, mas não rumo. Parou, secou a garrafa e pensou: “A construção inacabada!”, então para lá foi. Naquele lugar que muitas vezes fez meninos tornarem-se homens, velhos tornarem-se meninos, e deixou boa parte de sua vida. Então, sorrateiramente, entrou para não ser vista pelos vultos que ali habitavam e subiu até o décimo e último andar. Pensou melancolicamente, porém irredutível sobre o que ali viera fazer, chorou seu último pranto e antes de saltar falou:
- Então leve o resto da minha fracassada vida.
A noite de domingo também foi calma, para o alívio do vizinho do quarto de Gilda. Porém, não conseguiu dormir tentando descobrir onde diabos tinha se metido aquela puta que morava na frente do seu quarto. Segunda de manhã cedo antes de sair pra tomar café, foi perguntar ao senhor da portaria, se ele sabia daquela mulher imoral. Todavia, foi o velho que falou primeiro:
- Olhe aqui o jornal, a moradora do três se atirou do prédio inacabado - E balançou a cabeça negativamente de leve.
- Morreu? – Perguntou sem pensar o vizinho.
- Claro, foi do décimo andar.
Então o homem do balcão pegou um papel com um manuscrito e mostrando pro outro homem, disse pesarosamente:
- Achei em cima da cama dela assim que soube. Até que era boa pessoa – e depois de uma pausa, complementou. – Pagava em dia a semana do quarto.
O vizinho do quarto, sem prestar atenção no comentário do velho, leu o que dizia no papel, em silêncio guardo-o, e naquele momento viu que foi surpreendido, pois na sua frente morava um ser humano. Eis os versos que estavam escritos no papel:
“Não sou nada
Nunca serei nada
Não posso querer nada
À parte disso tenho em mim todos os sonhos do mundo”.
P.s: Trecho do poema "Tabacaria" de Álvaro de Campos (Fernando Pessoa)
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Asinus sum
Aqui, apenas agradeço a paciência de quem gastou seu tempo clicando até chegar neste espaço que reservei para descarregar toda a bobagem (para mim algumas vezes não são) que excede na minha cabeça. Pois um asno também tem um limite de carga possível de carregar, e aqui pretendo escrever sobre o que meus sentidos levam até a minha cabeça. Igual a um asno tenho meu limite de carga, e para que eu não empaque e siga galopando nessa condição, postarei alguns contos, crônicas...sei lá, textos que vazam da minha burrice.
Que fique claro que escrevo para mim, porém se alguém concordar ou discordar e quiser postar alguma mensagem, ficarei agradecido pelo tempo gasto em avaliar as minhas idéias, gildices e afins.
Até!
