Que há preconceito e sempre houve não é novidade, porém hoje em dia essa discussão está pouco interessante, haja vista que o conceito do “pré” é que está um tanto discutível. Como seria “pré”-conceito as avaliações sobre negros, índios e qualquer outra minoria se já está devidamente conceituado que elas são tudo o que deve ser defendido por todos.
Há algum tempo ouvi atônito em um programa da maior rede televisiva do Brasil, de uma atriz que faz novelas, a seguinte frase: “panelada de amor não dói”. Parece boba, mas a minha reação explica-se pelo fato de que essa não seja uma resposta, mas sim uma frase de protesto - camuflada como engraçadinha – após a pergunta de um espectador a uma delegada, sobre se há homens que vão até a delegacia da mulher, denunciar agressões sofridas por eles vinda de pessoas do sexo feminino. Ela respondeu que sim, realmente há agressões contra homens. Então, qual a responsabilidade moral de uma atriz em dizer que panelada de amor não dói?
Em primeiro lugar, essa atriz pressupôs que o instrumento de trabalho dos seres que são do seu mesmo sexo seja a panela. Além disso, e mais grave, analisa-se a covardia da declaração, pois no Brasil está na moda e é fácil defender as “minorias”, de modo que foi imposta uma política de cotas, e ter dinheiro e ser bem sucedido é feio, é pecado. Então porque a querida atriz não se calou, ou melhor, falou que as mulheres são tão fortes quanto os homens e podem sim dar paneladas, podem agredir e isso ser considerado, da mesma forma como com o homem, um erro? Não, ela preferiu se somar à maioria preconceituosa e “defensora das minorias”, atitude, que como acontece a uma criança mimada, leva aos que deviam ser punidos ficarem a cima das regras sociais.
Sempre haverá bondade, pois sempre haverá gente boa querendo defender e ajudar quem necessita, e isso é importante e admirável. Contudo quem consegue por suas mãos e suor ou pelos esforços de sua família vale menos que o mendigo bebendo atirado na calçada. Assim como há gente boa, há gente má, e, este mendigo pode ser bom ou mau, da mesma forma que o dono do carro blindado na sinaleira.
As pessoas quando pensam em ser ajudados, devem lembrar que os primeiros a ajudá-los são eles próprios. Essa cultura da espera por ajuda é a aspirina no câncer, haja vista que o mundo está condenado a ser dominado, simplesmente porque é mais fácil dominar conformados e bonzinhos que tomam paneladas e acham que merecem.

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